XRP em 2025: de ferramenta de remessas a ativo em expansão no Brasil

XRP em 2025

O XRP foi criado em 2012 pela Ripple com um propósito claro: ser a ponte entre moedas e sistemas financeiros. Enquanto o bitcoin nasceu como símbolo de descentralização, o XRP buscou o contrário, aproximando bancos e usuários num ambiente digital mais rápido e barato.

Treze anos depois, em setembro de 2025, a moeda segue no mercado. Não só como ativo de investimento, mas como peça usada em transferências internacionais. Quem lida com remessa já percebeu a diferença. Para muitos brasileiros que vivem fora, acompanhar a cotação de xrp / brl é quase tão comum quanto olhar o dólar do dia.

Diferença em relação ao bitcoin

O bitcoin tem força histórica. Foi o primeiro, é limitado em 21 milhões de unidades e mantém a fama de “ouro digital”. Mas é lento, caro em alguns momentos e pouco prático para transferências rápidas. Para quantificar, a rede Bitcoin processa cerca de 7 transações por segundo (TPS), com confirmação final que pode levar até uma hora. Em contraste, a XRP Ledger foi projetada para processar consistentemente 1.500 TPS, com liquidação em 3 a 5 segundos. Além disso, seu mecanismo de consenso é energeticamente eficiente, um ponto cada vez mais relevante para investidores institucionais preocupados com critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

O XRP nasceu com outro foco. A rede foi desenhada para fazer liquidações em segundos. A taxa é baixa e previsível. Para quem manda dinheiro da Europa para o Brasil, ou do Brasil para os Estados Unidos, a comparação é óbvia: dias de espera em sistemas tradicionais versus segundos na rede do XRP.

O mercado brasileiro

O Brasil é um dos países que mais utilizam criptomoedas. Em 2025, mais de 5 milhões de brasileiros foram estimulados a ter contato com ativos digitais. O uso vai além da especulação.

Em relação ao XRP, sua aplicação mais robusta se encontra nas transferências internacionais. Trabalhadores portugueses transferindo dinheiro para suas famílias no Nordeste. Brasileiros residentes no Japão que enviam uma parte de seu salário para familiares em São Paulo. Condições reais.

Serviços tradicionais cobram tarifas elevadas.  Também é preciso mencionar que a liquidação leva dois ou três dias.  Com XRP, a transação pode ser finalizada em questão de segundos. Para aqueles que dependem de um salário, essa discrepância é significativa.

Regulação no Brasil

A Lei 14.478, que se tornou o marco legal em 2023, impôs novas exigências ao setor. As trocas devem ser registradas, implementar regras de prevenção a crimes financeiros e prestar contas de forma mais clara.

Isto se aplica também ao XRP. As corretoras que disponibilizam a moeda se adaptaram às normas. Isso, na prática, aumentou a confiança de quem tinha medo de fazer operações. Atualmente, não é incomum que investidores novatos aloquem uma parte de seu portfólio em XRP por reconhecer um ambiente mais seguro.

É importante ressaltar que o Banco Central está realizando testes com o Drex, que é o real digital. Não se compara, mas o projeto contribuiu para que a blockchain fosse discutida em nível nacional. Isso, indiretamente, torna moedas como o XRP mais respeitáveis.

Contexto global

XRP enfrentou batalhas legais intensas nos Estados Unidos. Uma sentença favorável em 2023 deu novo impulso à Ripple. Desde aquele ponto, o token se revalorizou. Ainda que não total, essa clareza legal foi um marco.  Ela possibilitou que a Ripple estabelecesse colaborações com instituições financeiras reguladas dos Estados Unidos e da Europa, que anteriormente estavam relutantes devido à falta de clareza jurídica. Isso garantiu que o XRP fosse um dos poucos tokens digitais com um futuro claro de aceitação institucional.

Fora do país, seu uso persiste em bancos e grandes instituições. Na Ásia e no Oriente Médio, o XRP tem sido testado em sistemas de liquidação para operações que chegam a bilhões. A promessa se repete: mais rapidez e menos despesas.

Esse aspecto é relevante. Diferente de outras criptomoedas que lutam por reconhecimento como opções de investimento, o XRP se propõe a ser uma infraestrutura financeira. Um papel mais técnico, mas que ainda se mantém firme.

Uso prático no Brasil

Não é só teoria. Startups de pagamentos já oferecem XRP como opção em carteiras digitais. Para pequenos empreendedores que vendem para fora do país, isso é um alívio.

Exemplo simples: um designer em Recife que presta serviço para clientes no Canadá. Receber em XRP pode ser mais rápido e menos custoso que passar por bancos tradicionais. Ele converte para real em minutos e segue com o dinheiro na conta.

Além do uso por profissionais autônomos, fintechs brasileiras já exploram o serviço de Liquidez Sob Demanda (ODL) da Ripple. Com ele, uma empresa de pagamentos pode processar uma transferência para o México sem precisar manter uma conta pré-financiada com pesos mexicanos, o que imobilizaria capital. Em vez disso, ela usa XRP como ponte para obter liquidez instantânea na moeda de destino, otimizando seu fluxo de caixa e reduzindo custos operacionais.

Há também fintechs que oferecem saldo em múltiplas moedas digitais. O XRP aparece entre as primeiras da lista, junto de bitcoin e ether, por conta da liquidez e da rapidez de liquidação.